sábado, 5 de abril de 2025
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Após reação chinesa às tarifas de Trump, Ibovespa B3 cai 3% e dólar tem maior alta diária desde novembro de 2022

No último pregão de outubro, Ibovespa cai 0,71% e fecha mês com perda de 1,59%; dólar sobe 0,31% e tem alta mensal de 6,14%

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Depois de apresentar certa resiliência na sessão de ontem, a nova rodada de fuga de ativos de risco ao redor do mundo atingiu em cheio o Ibovespa B3, que caiu 2,96%, aos 127.256 pontos. Ao longo do dia, o índice oscilou entre os 126.466 pontos e os 131.139 pontos.

Ibovespa B3

Investidores acionaram o botão de cautela depois que a China anunciou tarifas retaliatórias de 34% sobre produtos importados americanos, o que intensificou temores de uma desaceleração mundial e voltou a afetar os preços de commodities. No acumulado da semana, o índice recuou 3,52%.

Em Nova York, as bolsas caíram quase 6% e, no fim da sessão, o VIX, índice que mede o nível de estresse nos mercados americanos, subia 44,84%, a 43,48 pontos.

As preocupações com a perda de força da economia global afetaram diretamente as ações de commodities. Pelo segundo pregão seguido, as ações da Vale e da Petrobras sofreram duras perdas. As PN da petroleira caíram 4,03%, enquanto as ON cederam 4,19%, em um dia em que os contratos futuros de petróleo despencaram mais de 7%.

Já os papéis da mineradora contraíram 3,99%. Com isso, o valor de mercado da Vale chegou a R$ 238,8 bilhões, montante que era visto desde janeiro deste ano.

Entre as maiores quedas ficaram os papéis da Brava, que cederam 12,92%. Já na ponta contrária, as ações do Carrefour foram umas das poucas a disparar na sessão, com uma alta de 10,77%.

Ontem, a varejista atualizou as condições para a deslistagem das ações na bolsa brasileira, por meio da recompra ou da troca de todos os papéis pelo grupo controlador francês Carrefour.

O volume financeiro do índice na sessão foi bem mais elevado do que a média diária vista neste ano e ficou em R$ 23,2 bilhões. Já na B3, o giro financeiro bateu R$ 31,7 bilhões.

Dólar

O dólar à vista reverteu toda a perda de ontem e ainda recuperou parte das desvalorização observada nas semanas anteriores, retomando o nível de meados de março. O temor de que o “tarifaço” promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump gere retaliações dos países afetados se intensificou hoje, após as medidas retaliatórias anunciadas pela China, que fortificaram a preocupação com uma recessão da economia global.

No fim dos negócios, o dólar comercial era negociado em alta de 3,68%, na maior valorização diária desde 10 de novembro de 2022, cotado a R$ 5,8355, próximo da máxima de R$ 5,8450 e distante da mínima de R$ 5,6991.

No acumulado da semana, o avanço da moeda americana foi mais contido, devido à queda forte, de 1,32%, vista na sessão de ontem.

Já o euro comercial exibiu valorização de 2,92% e terminou o pregão negociado a R$ 6,3858, avançando 2,41% na semana.

Os temores relativos a uma recessão global afetaram em cheio os preços de commodities, que sofreram um tombo de forma generalizada e pressionaram as moedas de mercados ligados às exportações das matérias-primas.

O real, sensível aos preços do petróleo, do minério de ferro e das commodities agrícolas, registrou o terceiro pior desempenho do dia, atrás, somente, dos pares na exportação de commodities: o dólar australiano e a coroa norueguesa.

Bolsas de Nova York

As principais bolsas de Nova York despencaram no pregão desta sexta-feira (04), registrando seu pior desempenho desde março de 2020, início da crise da covid-19, de acordo com informações da Dow Jones.

Os mercados amargaram perdas após a China anunciar ainda no começo do dia tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos.

No fechamento, o índice Dow Jones cedeu 5,50%, aos 38.314,86 pontos, enquanto o S&P 500 registrou queda de 5,97%, aos 5.074,08 pontos, próximo às mínimas do dia.

Já o Nasdaq despencou 5,82%, aos 15.587,79 pontos.

Na semana, a depreciação foi de -7,92%, -9,11% e -10,02%, respectivamente.

No dia, os setores mais prejudicados foram os de energia (-8,7%), finanças (-7,39%) e tecnologia (-6,33%).

As ações de empresas de tecnologia foram o destaque negativo, especialmente para os ativos da Tesla (-10,42%), Arm Holdings (-10,24%) e Nvidia (-7,36%). A chinesa PDD Holdings despencou 8,32%.

Os analistas do Goldman Sachs, liderados por Xinquan Chen, apontam que o impacto no crescimento e na inflação das medidas retaliatórias de hoje são limitados para a China. Ainda assim, a mudança de estratégia do país para uma postura retaliatória indica o aumento dos riscos de uma maior escalada nos conflitos comerciais entre os países.

Bolsas da Europa

Os principais índices acionários da Europa fecharam a sexta-feira (4) em queda livre, estendendo o movimento visto ontem. No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 5,01%, aos 496,91 pontos, o FTSE100, de Londres, caiu 4,86%, aos 8.063,12 pontos, o DAX, de Frankfurt, desvalorizou 4,79%, aos 20.676,47 pontos, e o CAC 40, de Paris, cedeu 4,26%, aos 7.274,95 pontos.

O setor financeiro foi um dos mais prejudicados na Europa neste pregão. O índice Stoxx de bancos registrou queda de 8,52%, com destaque para a desvalorização das ações do Deutsche Bank (-10,24%), UBS (-4,64%), Santander (-8,85%) e Barclays (-7,92%).

Os economistas do Goldman Sachs revisaram para baixo a previsão de crescimento de lucro por ação (EPS) do Stoxx 600 (SXXP), após os rebaixamentos nas previsões de crescimento do PIB da zona do euro.

“Esperamos uma queda de 2,5% para o Stoxx, nos próximos 3 meses, e um crescimento de EPS de 2% em 2025. Mantemos essas previsões mais baixas para o SXXP, mas nós e nossos economistas vemos riscos para baixo nas nossas respectivas previsões de EPS e PIB para 2025”, apontam.

O Goldman Sachs também rebaixou sua recomendação para empresas de serviços financeiros na Europa para neutro, considerando que o aumento na atividade de fusões e aquisições, que a maioria dos participantes do mercado esperava para o início de 2025, não ocorreu.

No entanto, os economistas mantiveram sua recomendação de compra para as ações ligadas ao setor bancário, de defesa e tecnologia.

“O cenário-base de nossos economistas é de que a Europa não entrará em recessão, por isso queremos manter alguma ciclicidade. Os bancos têm pouca exposição às tarifas, o setor de defesa está positivamente correlacionado aos riscos tarifários e subiu 3% na quinta-feira (3), e tecnologia continua sendo uma das áreas de crescimento mais rápido na Europa”, disseram.

Com informações do Valor Econômico

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Fonte: B3 – Bora Investir

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