sexta-feira, 4 de abril de 2025
Search

Brasil é protagonista em transição energética, avalia ministro

Brasil é protagonista em transição energética, avalia ministro

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o Brasil é o protagonista da transição energética no mundo e por isso não pode perder a janela de oportunidades que existe atualmente. De acordo com ele, o país tem estabilidade política, segurança jurídica, respeita contratos e por isso é seguro para se investir, além de se encontrar geopoliticamente muito bem posicionado, considerando-se as crises que ocorrem na Europa, na África e na Ásia.

“Não há caminho fora da nova economia, que é a economia da transição energética, que estamos chamando de justa e inclusiva, porque os brasileiros e brasileiras – estamos tendo muito cuidado com isso – não podem pagar caro por essa transição. Muito pelo contrário, ela tem que ser uma janela de oportunidades”, afirmou ao participar do Seminário de Investimentos, Governança e Aspectos Jurídicos de Previdência Complementar, no Centro de Convenções do Hotel Prodigy Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro.

Descarbonização

Silveira disse que os investidores devem prestar atenção no movimento feito pelo governo brasileiro ao enviar um projeto de lei ao Congresso, chamado de combustível do futuro, que integra todas as políticas de descarbonização da matriz mobilidade e transporte do país. “É importante que os investidores se debrucem em cima disso criando mandato para investimentos em biorrefinaria no diesel verde, criando mandato para o combustível verde sustentável de aviação”, comentou.

De acordo com o ministro, o país não pode perder a oportunidade de conciliar a questão da sustentabilidade com o desenvolvimento econômico e conquistas sociais. “Não podemos deixar de enxergar a nossa realidade. Temos um país desigual com grandes diferenças sociais. Um país com fosso econômico brutal, o que não é bom para nenhum de nós”, avaliou.

Investimentos

Na visão do ministro, há abundância de capital querendo vir para o Brasil e há um terreno muito fértil para isso. “O Brasil agora tem uma grande oportunidade, porque tem o líder certo, no lugar certo. O presidente Lula focou na política internacional nesses primeiros meses e, na minha opinião de cidadão, não como ministro de Estado, de forma extremamente assertiva. O Brasil caminhava a passos largos para o isolamento internacional e sabemos que em um mundo globalizado isso é insustentável”, afirmou.

“Nós precisamos dialogar com o mundo e nós queremos dialogar em pé, de forma altiva, olhando nos olhos dos países industrializados, que por uma série de questões não têm a mesma condição de contribuir com a salvaguarda do planeta como temos e [de] liderar o sul global que possa precipitar a transição energética.”

Para o ministro, a aceleração da transição energética pode ser feita por meio da monetização dos produtos verdes e sustentáveis. “Aí é que o Brasil sai na frente. É completamente diferente abastecer um carro elétrico no Brasil com a matriz energética de 88% de energia limpa e renovável e abastecer na Alemanha”, comparou.

Transmissão de energia

No seminário, Silveira alertou que o país já deveria ter reforçado o sistema de transmissão nacional e está deixando de produzir mais quantidade de energias limpas e renováveis no Nordeste, mas também industrializando aquela região com destaque para o hidrogênio verde, por falta de robustez da linha de transmissão. Esse problema, segundo afirmou, deve ser amenizado pelos novos leilões de linhas de transmissão já previstos.

Outra garantia dada pelo ministro é o respeito rigoroso da questão e legislação ambiental, o que, conforme considerou, não impede a atividade econômica. “Esse é o bom senso. Essa é a política que constrói. Os extremos, sempre destaco isso, não constroem resultados efetivos para a sociedade. Nós não podemos nem ter tabus ao discutir as questões ambientais, ou seja, eu não posso, porque não gosto ou porque quero fazer um discurso às vezes politicamente correto e dizer que posso abrir mão das riquezas e da necessidade ainda da fonte de petróleo e gás tão importante”, defendeu.

De acordo com o ministro, é preciso também haver diálogo e busca de convergência para discutir os problemas reais da sociedade. “Nem abrir a porteira para passar a boiada e nem ter nenhum tabu ou opiniões pessoais que impeçam o Brasil de se desenvolver. A virtude está no meio, e a virtude é construir um país desenvolvido que faça inclusão social. O único caminho de fazer essa inclusão de forma consistente é através da geração de emprego e renda com oportunidades.”

SIN

Silveira disse que o Brasil tem o melhor sistema integrado de energia do mundo, que é o Sistema Integrado Nacional (SIN). Em um país com dimensões continentais, apenas o estado de Roraima não está incluído, mas, mesmo assim, conforme afirmou, será por pouco tempo, porque, depois de 11 anos de licenciamento, o governo deu ordem de serviço e as obras estão em andamento, com a expectativa de inauguração em no máximo um ano e meio da linha de transmissão de Manaus a Boa Vista, interligando todo o Brasil.

América do Sul

O ministro acrescentou que tanto na energia elétrica, como no gás, por uma questão pragmática, o Brasil quer uma interligação na América do Sul. “Nós em momentos de dificuldade hídrica, dificuldade energética, nós podemos ser socorridos pelos nossos coirmãos da América do Sul”, indicou.



Fonte: Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com um Amigo!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Siga nossas Redes Sociais

Google_News_icon
Google News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem viu esse, também viu estes

Cesta básica sobe nas capitais e custa ao menos 40% do salário mínimo

Cesta básica sobe nas capitais e custa ao menos 40% do salário mínimo

Mercado aumenta projeção do PIB para 2024

Mercado aumenta projeção do PIB para 2024

Programa Desenrola é prorrogado por três meses

Programa Desenrola é prorrogado por três meses

Em dia ruim de Petrobras e Vale, Ibovespa registra leve queda de 0,11%; dólar cai 0,14% e vai a R$ 5,69

Em dia ruim de Petrobras e Vale, Ibovespa registra leve queda de 0,11%; dólar cai 0,14% e vai a R$ 5,69

Ibovespa fecha em queda de 0,87%; dólar vai a R$ 5,05

Ibovespa fecha em queda de 0,87%; dólar vai a R$ 5,05

Mercado financeiro hoje: noticiário corporativo e dívida pública estão no radar

Mercado financeiro hoje: noticiário corporativo e dívida pública estão no radar

Dívidas de famílias atingem maior nível desde novembro de 2022: 78,8%

Dívidas de famílias atingem maior nível desde novembro de 2022: 78,8%

Ibovespa fecha em alta de 1,36% e retoma 124 mil pontos; dólar cai 0,2%, mas se mantém acima de R$ 5,50

Ibovespa fecha em alta de 1,36% e retoma 124 mil pontos; dólar cai 0,2%, mas se mantém acima de R$ 5,50

Ministro da Fazenda vê espaço para que juros continuem caindo

Ministro da Fazenda vê espaço para que juros continuem caindo

Ibovespa sobe 0,44% e volta aos 127 mil pontos com Petrobras e Vale; dólar fica estável

Ibovespa sobe 0,44% e volta aos 127 mil pontos com Petrobras e Vale; dólar fica estável

7 pontos para entender a sabatina de Galípolo no Senado

7 pontos para entender a sabatina de Galípolo no Senado

Receita revoga ato normativo que previa fiscalização do Pix

Receita revoga ato normativo que previa fiscalização do Pix

Serviços poderão ficar mais caros com reforma tributária

Serviços poderão ficar mais caros com reforma tributária

Governo adiará um dos projetos da regulamentação da reforma tributária

Governo adiará um dos projetos da regulamentação da reforma tributária

Empresas têm até hoje para optar pelo Simples Nacional

Empresas têm até hoje para optar pelo Simples Nacional

fim de agenda econômica intensa deve colocar foco no Copom

fim de agenda econômica intensa deve colocar foco no Copom