quinta-feira, 3 de abril de 2025
Search

Despesa crescerá 1,7% acima da inflação no primeiro ano do arcabouço

Despesa crescerá 1,7% acima da inflação no primeiro ano do arcabouço

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


No primeiro ano do novo arcabouço fiscal as despesas do governo federal crescerão 1,7% acima da inflação, prevê o projeto de lei do Orçamento de 2024, enviado nesta quinta-feira (31) ao Congresso Nacional. A expansão está abaixo do teto de 2,5% de crescimento real (acima da inflação) definido pela nova regra fiscal, publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

O novo arcabouço fiscal permite que as despesas cresçam acima da inflação, dentro de uma banda entre 0,6% e 2,5%. O percentual de crescimento real (acima da inflação) está atrelado às receitas. Isso porque o novo marco fiscal estabelece que os gastos aumentem até 70% da alta real das receitas nos 12 meses terminados em junho do ano anterior ao do Orçamento. Para 2024, o período de cálculo da inflação valerá entre julho de 2022 e junho de 2023.

Como o projeto do Orçamento prevê crescimento de 2,43% das receitas em 2024 acima da inflação no próximo ano, o aumento real das despesas, ao aplicar o percentual de 70% do crescimento das receitas, ficará em 1,7%.

Em valores absolutos, o governo terá uma expansão de R$ 128,93 bilhões em novas despesas. Desse total, R$ 32,42 bilhões estão condicionados à aprovação pelo Congresso de um crédito suplementar em 2024 para incorporar ao Orçamento a alta da inflação prevista para o segundo semestre deste ano.

A maior parte dos R$ 128,93 bilhões se destinará a gastos obrigatórios, como a correção dos pisos para a saúde e a educação, pagamento das aposentadorias e pensões, programas sociais e o novo limite mínimo para investimentos de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) instituído pelo novo arcabouço fiscal.

Brecha

Apesar do limite de 1,7%, o arcabouço tem uma brecha que pode permitir um crescimento maior dos gastos no primeiro ano de vigência da nova regra. O mecanismo tem como objetivo incorporar a retomada dos pisos de 15% da receita corrente líquida (RCL) para gastos com a saúde e de 18% da receita líquida de impostos (RLI) para educação.

Pela brecha, caso a arrecadação cresça mais que os 2,43% já estimados, a equipe econômica poderá incorporar a diferença ao limite de crescimento das despesas. Dessa forma, os gastos poderão se expandir em 2,5% no próximo ano.

Déficit zero

O novo arcabouço fiscal prevê resultado primário zero (nem déficit, nem superávit) em 2024, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, podendo variar entre 0,25 de déficit e 0,25 de superávit em 2024. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública.

Para cumprir essa meta, o governo precisará de R$ 168 bilhões no próximo ano. Em entrevista coletiva nesta tarde, em Brasília, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, esclareceu que esse valor se refere à receita bruta. Ao descontar os repasses obrigatórios aos estados e aos municípios, a necessidade de receitas cai para algo próximo de R$ 129 bilhões, o mesmo valor da expansão das despesas.

Apesar de dizer que o cumprimento da meta é possível, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu, na mesma entrevista coletiva, que o cenário fiscal para o próximo ano é desafiador. Ele, no entanto, assegurou que a equipe econômica está comprometida em medidas que revertam a erosão fiscal (perda de receitas) em vigor desde 2014 e permitam o déficit zero.

“Nós não estamos negando o desafio. Não estamos negando a dificuldade. O que nós estamos afirmando é o nosso compromisso da área econômica em obter o melhor resultado possível, obviamente, que levando em consideração a opinião do Congresso Nacional, que é quem dá a última palavra sobre esse tema”, argumentou Haddad.



Fonte: Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com um Amigo!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Siga nossas Redes Sociais

Google_News_icon
Google News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem viu esse, também viu estes

Dólar sobe 1% e vai a R$ 5,48 com pressão externa e ruídos locais; bancos impulsionam Ibovespa

Dólar sobe 1% e vai a R$ 5,48 com pressão externa e ruídos locais; bancos impulsionam Ibovespa

Fed mantém taxa de juros, projeta três cortes em 2024 e anima mercado

Fed mantém taxa de juros, projeta três cortes em 2024 e anima mercado

Lula sanciona lei para modernização do parque industrial

Lula sanciona lei para modernização do parque industrial

BC receberá prêmio internacional por desenvolvimento do Pix

BC receberá prêmio internacional por desenvolvimento do Pix

Taxa de desemprego fica em 7,6% no trimestre encerrado em janeiro

Taxa de desemprego fica em 7,6% no trimestre encerrado em janeiro

Dólar cai para R$ 4,97 após decisão de Banco Central americano

Dólar cai para R$ 4,97 após decisão de Banco Central americano

Desemprego cai para 6,4% entre julho e setembro, diz IBGE

Desemprego cai para 6,4% entre julho e setembro, diz IBGE

exterior mostra cautela com balanços; Bradesco é destaque local

exterior mostra cautela com balanços; Bradesco é destaque local

PIB dos EUA cresce 1,6% no 1º trimestre, abaixo do piso das expectativas

PIB dos EUA cresce 1,6% no 1º trimestre, abaixo do piso das expectativas

veja calendário de 2025 e entenda as regras

veja calendário de 2025 e entenda as regras

semana pode ser volátil e conturbada com Trump no foco

semana pode ser volátil e conturbada com Trump no foco

Consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda será aberta nesta quinta-feira

Consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda será aberta nesta quinta-feira

No último pregão de outubro, Ibovespa cai 0,71% e fecha mês com perda de 1,59%; dólar sobe 0,31% e tem alta mensal de 6,14%

No último pregão de outubro, Ibovespa cai 0,71% e fecha mês com perda de 1,59%; dólar sobe 0,31% e tem alta mensal de 6,14%

Montadoras de automóveis anunciam R$ 10 bi de investimentos no Brasil

Montadoras de automóveis anunciam R$ 10 bi de investimentos no Brasil

Percentual de biodiesel no diesel subirá para 14% em março de 2024

Percentual de biodiesel no diesel subirá para 14% em março de 2024

China extingue sobretaxa para carne de frango brasileira

China extingue sobretaxa para carne de frango brasileira