Na passarela do varejo de moda nacional surge uma nova gigante com a fusão da fabricante e varejista de calçados Arezzo&Co (ARZZ3) e o Grupo Soma (SOMA3), negócio anunciado oficialmente pelas companhias nesta segunda-feira (5) em fato relevante. O controle da nova companhia será da Arezzo, que terá 54% do capital, enquanto o Soma fica com 46%.
Conforme documento divulgado, a governança da nova empresa será comandada de maneira conjunta pelos atuais acionistas de referência das varejistas de moda. O acordo prevê ainda que a operação será realizada por meio da incorporação do Grupo Soma pela Arezzo.
“Com a implementação da operação, a companhia alcança um faturamento próximo de R$ 12 bilhões (considerando os respectivos faturamentos brutos do 3T23) e passará a comercializar calçados, bolsas, itens de moda masculina, feminina e infantil, incluindo roupas e acessórios por meio de suas 34 marcas e mais 2 mil lojas, próprias e franquias”, acrescenta a nota.
A sinergia de portfólio entre as duas empresas foi o grande motivador da fusão. Enquanto a Arezzo é conhecida por sua expertise em calçados e acessórios de luxo, o Grupo Soma é especializado em moda feminina, e pode render a entrada da nova sócia em diferentes segmentos do mercado de moda.
Com isso, a nova empresa, que receberá nova denominação social ainda não divulgada, terá quatro verticais de negócio: calçados e bolsas; vestuário e lifestyle feminino; vestuário e lifestyle masculino; e vestuário democrático.
Alexandre Birman será o CEO da nova companhia, enquanto Roberto Luiz Jatahy Gonçalves o CEO do negócio de vestuário feminino. Rony Meisler permanecerá como CEO da AR&Co e Thiago Hering continuará como CEO da Hering.
Os acionistas do Grupo Soma receberão, para cada ação ordinária de emissão da empresa, 0,120446593048 novas ações ordinárias de emissão da Arezzo. Já os acionistas da Arezzo serão titulares de 54%, enquanto os acionistas do Grupo Soma titulares de 46% do capital social da companhia, desconsiderando as ações atualmente em tesouraria.
“A relação de troca, que foi livremente negociada entre as administrações das companhias, levando em consideração a cotação das ações em bolsa de valores, está sujeita a eventuais ajustes usuais em operações da mesma natureza”, diz o texto.
“Uma vez finalizada a documentação necessária, incluindo o protocolo e justificação da incorporação, as administrações das companhias convocarão as respectivas assembleias gerais de acionistas para deliberação das matérias relacionadas à operação”, acrescenta o comunicado.
Além disso, a conclusão do negócio depende também da aprovação pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).