sexta-feira, 4 de abril de 2025
Search

Haddad promete negociar texto de MP do PIS/Cofins com Congresso

Haddad nega aumento de CSLL de bancos e petroleiras

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


A medida provisória que restringe as compensações do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) será negociada com o Congresso, disse nesta segunda-feira (10) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o governo está disposto a negociar itens como os prazos para adaptação às novas regras.

“Sei que o clima político melhora, piora, a gente está sempre à mercê desse tipo de humor. Mas nosso papel é construir uma agenda suprapartidária e ir corrigindo as contas públicas, lembrando que esse problema não foi criado pelo governo. Na verdade, é a compensação de uma decisão que foi tomada pelo Congresso Nacional [prorrogação da desoneração da folha de pagamento] sem a participação do Executivo”, disse.

O ministro lembrou que o acordo com o Supremo Tribunal Federal que permitiu estender a desoneração da folha de pagamento até 2027. “Não excluo a possiblidade também de, no diálogo com o Congresso, em virtude da decisão do Supremo, construirmos alternativas”, acrescentou.

Explicações

De acordo com Haddad, muitas das dúvidas serão esclarecidas quando o ministro explicar aos empresários que pretende instituir o sistema aprovado na reforma tributária para compensar os créditos do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA).

“A preocupação maior que eu ouvi dos empresários é com relação ao prazo. E isso estamos dispostos a sintonizar com a reforma tributária. Teve o mesmo problema, e foi resolvido na negociação”, disse Haddad.

“Como operar a devolução do crédito exportação de PIS/Cofins? Isso está pacificado, muito bem encaminhado no âmbito da reforma tributária. Vamos procurar aderir essa MP em relação ao que já foi de certa maneira pactuado no Congresso Nacional sobre esse tema na regulamentação da emenda constitucional”, acrescentou o ministro.

Inflação

Apesar de advertências de entidades da indústria e dos combustíveis, Haddad descartou que a medida provisória traga impacto sobre a inflação. Isso porque, afirmou o ministro, a devolução dos créditos tributários (impostos pagos a mais ao longo da cadeia produtiva) continua assegurada.

Na semana passada, a medida provisória recebeu fortes críticas de várias entidades. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida terá impacto negativo de R$ 29 bilhões até o fim deste ano e de R$ 60,8 bilhões em 2025. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou que a medida afeta as empresas, ao eliminar incentivos fiscais.

O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) estima que as distribuidoras de combustíveis não terão como compensar todos os créditos de PIS/Cofins no pagamento de impostos. Segundo a entidade, isso resultaria em uma alta de 4% a 7% na gasolina e de 1% a 4% no diesel, porque o setor teria de repassar os créditos não compensados aos preços.

Exportações

A principal preocupação dos empresários, ressaltou Haddad, está em relação ao impacto da medida provisória sobre as empresas exportadoras. “Vou explicar, ao longo da semana, a proposta ao setor produtivo para diluir determinados questionamentos que não conferem com a intenção da MP, sobretudo sobre no que diz respeito à exportação”, rebateu o ministro.

“Estamos preparando um material. Vamos tentar uma reunião com algumas lideranças empresariais, sobretudo as confederações. Passei de sexta a domingo conversando com alguns líderes empresarias para esclarecer algumas das medidas”, disse Haddad a jornalistas.

Com a previsão de reforçar o caixa do governo em R$ 29,2 bilhões, a medida provisória do PIS/Cofins pretende acabar com exceções para determinados setores que permitiam abusos no pagamento das compensações, principalmente o uso de créditos tributários de PIS/Cofins para compensar o pagamento de Imposto de Renda. Nos últimos três anos, essas compensações saltaram de R$ 5 bilhões para R$ 22 bilhões.

O ministro informou que a Receita Federal deve lançar, na próxima semana, um sistema eletrônico em que as empresas listem todos os benefícios fiscais que aproveitam. A iniciativa, justificou, pretende aumentar a transparência e fazer o Fisco verificar se todos os incentivos estão de acordo com a legislação.

“Há alguma coisa que precisa ser esclarecida em relação à sistemática. O que a Receita quer é fazer um sistema mais transparente, em que se possa, por meio de um sistema operacional, identificar se a compensação de crédito está sendo feita na forma da lei. Porque a impressão que dá é que isso não está acontecendo. Ou isso está acontecendo de forma indevida. Até por desentendimento do contribuinte”, afirmou Haddad.



Fonte: Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com um Amigo!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Siga nossas Redes Sociais

Google_News_icon
Google News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem viu esse, também viu estes

Cenário exterior impulsiona Ibovespa, que sobe 1,26% e retoma 120 mil pontos; dólar cai mais de 1% e vai a R$ 6,11

Cenário exterior impulsiona Ibovespa, que sobe 1,26% e retoma 120 mil pontos; dólar cai mais de 1% e vai a R$ 6,11

investidores acompanham notícias sobre fiscal e Haddad

investidores acompanham notícias sobre fiscal e Haddad

Reoneração integral do diesel retorna nesta segunda-feira

Reoneração integral do diesel retorna nesta segunda-feira

Beneficiários do INSS começam a receber o 13º a partir de quarta-feira

Beneficiários do INSS começam a receber o 13º a partir de quarta-feira

Ibovespa fecha no zero a zero e mantém os 124 mil pontos; dólar fecha em leve alta

Ibovespa fecha no zero a zero e mantém os 124 mil pontos; dólar fecha em leve alta

Brasil faz acordo com China que pode aumentar exportação de café

Brasil faz acordo com China que pode aumentar exportação de café

Governo firma parcerias com BID e CAF para capacitar mulheres gestoras

Governo firma parcerias com BID e CAF para capacitar mulheres gestoras

Incerteza interna e força dos títulos dos EUA seguram Ibovespa, que fecha em alta de 0,15%; dólar sobe a R$ 5,46

Incerteza interna e força dos títulos dos EUA seguram Ibovespa, que fecha em alta de 0,15%; dólar sobe a R$ 5,46

Ibovespa vira no final, sobe 0,09%, aos 130 mil pontos, e emplaca quinta alta consecutiva; dólar também sobe

Ibovespa vira no final, sobe 0,09%, aos 130 mil pontos, e emplaca quinta alta consecutiva; dólar também sobe

Ibovespa desafia quedas de Petrobras e Nova York e fecha em alta de 0,2%; dólar cai

Ibovespa desafia quedas de Petrobras e Nova York e fecha em alta de 0,2%; dólar cai

Qual a diferença entre front running e insider information?

Qual a diferença entre front running e insider information?

Voa Brasil será destinado a aposentados e estudantes do Prouni

Voa Brasil será destinado a aposentados e estudantes do Prouni

Ibovespa B3 sobe 0,49% e fecha no maior nível desde outubro de 2024; dólar tem 6ª queda seguida e vai a R$ 5,67

Ibovespa B3 sobe 0,49% e fecha no maior nível desde outubro de 2024; dólar tem 6ª queda seguida e vai a R$ 5,67

Mais de 10 milhões de pessoas ainda não entregaram declaração do IR

Mais de 10 milhões de pessoas ainda não entregaram declaração do IR

Ibovespa B3 sobe 0,20% e recupera os 123 mil pontos; dólar despenca 2,72% e fecha a R$ 5,75

Ibovespa B3 sobe 0,20% e recupera os 123 mil pontos; dólar despenca 2,72% e fecha a R$ 5,75

Confiança do empresário da indústria sobe pelo segundo mês consecutivo

Confiança do empresário da indústria sobe pelo segundo mês consecutivo