quinta-feira, 3 de abril de 2025
Search

Ibovespa cai 1,14%, aos 125 mil pontos, e fecha semana no vermelho; dólar avança a R$ 5,12

Ibovespa desce 1,4% e dólar sobe a R$ 5,07 com chances reduzidas de Fed cortar juros em junho

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A bolsa de valores hoje fechou em queda de 1,14%, a 125.946,09 pontos nesta sexta-feira (12/04), enquanto o dólar subiu a patamares recordes no ano. Entre os indicadores de destaque do dia está a divulgação do volume de serviços no país, que caiu em direção contrária ao imaginado pelo mercado.

Anteriormente, na quinta, o principal índice da bolsa já havia fechado em queda de 0,91%.

Dólar

O dólar volta a subir no mercado local na manhã desta sexta-feira sintonizado à valorização da moeda norte-americana no exterior, após queda nas exportações e importações na China, chance de apenas um corte de juros nos Estados Unidos neste ano, e em meio a fator técnico e cautela interna com o quadro fiscal e da Petrobras.

No horário mencionado, o dólar à vista fechou em alta de 0,60%, a R$ 5,1212. É a maior valorização em um fechamento em seis meses.

É o maior patamar de fechamento desde 9 de outubro, quando a moeda americana fechou em R$ 5,13. No saldo semanal, o dólar comercial teve valorização de 1,11%.

O DXY avançou perto de 0,70%, na casa dos 106 pontos.

Ações em alta

  • Prio ON (PRIO3): +2,13
  • Mater Dei ON (MATD3): +1,75%
  • Recrusul PN (RCSL4): +1,59
  • Oi BR ON (OIBR3): +1,56%
  • Syn Prop Tech ON (SYNE3): +1,52%

Ações em baixa

  • Azul PN (AZUL4): -10,07%
  • Dasa ON (DASA3): -8,60%
  • Plano&Plano ON (PLPL3): -8,43%
  • Infracommerce ON (IFCM3): -8,24%
  • JHSF ON (JHSF3): -8,10%

Os rankinsg contemplam ações com volume acima de R$ 1 milhão que compõem ou não o Ibovespa e outros índices da bolsa. As cotações foram apuradas depois do fechamento, mas podem ter correções.

Bolsas mundiais: NY e temores externos impactaram bolsa de valores no Brasil

Os índices de Nova York fecharam em forte baixa nesta sexta, com todos recuando mais de 1%, em um cenário de aversão a riscos no mercado, o que também impactou a bolsa de valores hoje em São Paulo.

As tensões entre Israel e Irã levam cautela aos investidores, que temem as repercussões de uma escalada no conflito. O tema repercute na alta dos preços do petróleo, que acumula ganhos nas últimas semanas, e pode pressionar ainda mais a inflação americana.

Neste cenário, o Federal Reserve (Fed) poderá manter seus juros elevados por mais tempo. Citando as incertezas, alguns dos principais bancos dos EUA divulgaram hoje seus balanços, que repercutiram de maneira negativa nos papéis.

O índice Dow Jones encerrou a sessão em baixa de 1,24%, aos 37.983,24 pontos; o S&P 500 caiu 1,46%, aos 5.123,41 pontos. O Nasdaq desvalorizou 1,62%, aos 16.175,09 pontos. Na semana, houve queda de 2,37%, 1,56% e 0,45%, respectivamente.

Europa

As bolsas da Europa fecharam sem sinal único em sessão atenta a sinais dos Estados Unidos, principalmente sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o começo da temporada de balanços no país, com os dois fatores pressionando os índices.

Por outro lado, ações de mineradoras tiveram forte alta na sessão por conta do avanço dos preços dos metais, o que fôlego especialmente à bolsa de Londres.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,06%, aos 504,85 pontos.

No Reino Unido, o FTSE 100 fechou em alta de 0,91%, a 7.995,58 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,28%, a 17.904,15 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,16%, a 8.010,83 pontos.O FTSI MIB, de Milão, subiu 0,15%, a 33.764,15 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,31%, a 10.682,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,65%, a 6.337,43 pontos.

O volume de serviços sofreu queda de 0,9% em fevereiro, contrariando a mediana das expectativas do mercado, que apontava para uma alta de 0,2% no indicador, além de ter revertido integralmente a alta de 0,7% registrada no mês anterior. Frente o mesmo período do ano passado, o indicador apresentou variação positiva de 2,0%, desacelerando frente à alta de 4,0% observada em janeiro.

Com isso, os investidores olham com alguma cautela para o setor de serviços na bolsa de valores hoje.

Nesse sentido, “a característica do indicador não foi ruim apenas do ponto de vista quantitativo”, diz Matheus Pizzani, economista da CM Capital. A disseminação da queda “por grupos com alta correlação com o crescimento orgânico da economia brasileira” também pesa negativamente.

Nesse sentido, houve retração de 1,9% do subgrupo de “outros serviços prestados às famílias”. Esse segmento exclui em boa medida os serviços que estão ligados à indústria de turismo, serviços não essenciais.

Além disso, houve queda também no grupo de serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%), difundido em boa parte de seus componentes. Dessa maneira, serviços técnicos-profissionais caíram 4,8%. Serviços administrativos e complementares recuaram 0,3%. Por fim, serviços de apoio às atividades empresariais tiveram perda de 0,9%.

Com a colaboração de Pedro Knoth.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Quer entender como funciona uma bolsa de valores? Acesse este curso grátis da B3.



Fonte: B3 – Bora Investir

Gostou? Compartilhe com um Amigo!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Siga nossas Redes Sociais

Google_News_icon
Google News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem viu esse, também viu estes

Haddad anuncia R$ 25,9 bilhões em cortes de despesas obrigatórias

Haddad anuncia R$ 25,9 bilhões em cortes de despesas obrigatórias

Haddad e Tebet defendem aceleração de agenda de corte de gastos

Haddad e Tebet defendem aceleração de agenda de corte de gastos

Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

Silveira cobra celeridade na questão do petróleo na margem equatorial

Silveira cobra celeridade na questão do petróleo na margem equatorial

Receita abre na quinta consulta ao 4º lote de restituição do IR

Receita abre na quinta consulta ao 4º lote de restituição do IR

Governo prevê recuperar R$ 46 bilhões inscritos na dívida ativa

Governo prevê recuperar R$ 46 bilhões inscritos na dívida ativa

Banco do Brasil tem alta de 4,8% e atinge R$ 9,442 bi de lucro líquido no 4º tri

Banco do Brasil tem alta de 4,8% e atinge R$ 9,442 bi de lucro líquido no 4º tri

Dívida Pública sobe 0,65% em março e ultrapassa R$ 6,6 tri

Dívida Pública sobe 0,65% em março e ultrapassa R$ 6,6 tri

Batata-inglesa e leite longa vida puxam inflação em junho

Batata-inglesa e leite longa vida puxam inflação em junho

Déficit primário cai para R$ 9,283 bi em julho sem 13º do INSS

Déficit primário cai para R$ 9,283 bi em julho sem 13º do INSS

5 maneiras de investir para proteger a maior floresta tropical do mundo

5 maneiras de investir para proteger a maior floresta tropical do mundo

Mulheres negras defendem recorte racial no debate sobre cuidado

Mulheres negras defendem recorte racial no debate sobre cuidado

Receita Federal arrecada R$ 201,8 bilhões em julho

Receita Federal arrecada R$ 201,8 bilhões em julho

Copom faz primeira reunião do ano para definir taxa básica de juros

Copom faz primeira reunião do ano para definir taxa básica de juros

Ibovespa emenda queda na esteira das bolsas americanas; dólar fica estável

Ibovespa emenda queda na esteira das bolsas americanas; dólar fica estável

Receita anula isenção tributária para líderes religiosos

Receita anula isenção tributária para líderes religiosos