quinta-feira, 3 de abril de 2025
Search

Indústria de alimentos é a que mais emprega no Brasil, diz IBGE

Indústria de alimentos é a que mais emprega no Brasil, diz IBGE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


O setor com o maior número de pessoas ocupadas na indústria brasileira é o de fabricação de alimentos. Ele é responsável por 22,8% do total de 8,3 milhões de pessoas empregadas na indústria nacional em 2022. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa.

A  indústria de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 7%,  e a de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com 5,9%, foram os outros segmentos com maior representatividade na quantidade de pessoas ocupadas.

Indústrias, fábricas,Confecção Cobra D'agua,Confecção de roupas

Vila velha (ES) 19.05.2006 - Foto Miguel Ângelo

Indústrias, fábricas,Confecção  Foto Miguel Ângelo – Miguel Ângelo/CNI/Direitos reservados

Em 2022, o universo de empresas industriais com uma ou mais pessoas ocupadas totalizou 346,1 mil, abrangendo um total de 8,3 milhões de pessoas. Essas empresas geraram uma receita líquida de vendas de R$ 6,7 trilhões e um valor de transformação industrial de R$ 2,5 trilhões, dos quais 89,3% foram provenientes das Indústrias de transformação.

A PIA-Empresa registrou 8,3 milhões de pessoas empregadas em 2022, sendo a maior parte empregada nas Indústrias de transformação, 97,3% do total. Esse percentual permaneceu estável em relação a 2013, quando 97,5% da mão de obra estava alocada nas Indústrias de transformação e 2,5%, nas Indústrias extrativas.

Salário

Em 2022, o salário médio pago na indústria foi de 3,1 salários mínimos (s.m.), tendo se reduzido em 0,3 s.m. em relação a 2013. Esse decréscimo foi reflexo do comportamento dos salários médios tanto nas Indústrias extrativas quanto nas Indústrias de transformação, que tiveram quedas, respectivamente, de 6,3 s.m. para 5,2 s.m. e de 3,3 s.m. para 3,0 s.m. no mesmo período.

Produto

O IBGE também divulgou a Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto). Em 2022, foram pesquisados cerca de 3.400 produtos e serviços industriais em aproximadamente 39,8 mil unidades locais industriais distribuídas por mais de 33,1 mil empresas.

No ranking dos dez principais produtos industriais, óleos brutos de petróleo foi o produto com a maior receita líquida de vendas na indústria brasileira, com receita de R$ 274,5 bilhões e participação de 5,3% do total da receita líquida industrial nacional.

O aumento da cotação do barril de petróleo contribuiu para este cenário, e fez com que o produto ganhasse uma posição no ranking. Óleo diesel, por ser um derivado de petróleo, também foi influenciado pela elevação no seu preço e ocupou a segunda posição, com receita líquida de vendas de R$ 200 bilhões e participação de 3,9% no total.

Em seguida, minérios de ferro (R$ 159,6 bilhões e 3,1% de participação) recuou duas posições em função da queda nos preços internacionais provocada pela menor demanda chinesa, ainda impactada por paralisações nas fábricas devido à covid-19.

Há ainda carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (R$ 114,7 bilhões e 2,2% de participação); adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) (R$ 102,8 bilhões e 2%); gasolina automotiva (R$ 90,3 bilhões e 1,7%); tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja (R$ 76,1 bilhões e 1,5%); álcool etílico (etanol) não desnaturado para fins carburantes (R$ 67,5 bilhões e 1,3%); óleos combustíveis, exceto diesel (R$ 67 bilhões e 1,3%); e automóveis, com motor a gasolina, álcool ou bicombustível, de cilindrada maior que 1.500 cm3 ou menor ou igual a 3.000 cm3 (R$ 60,6 bilhões e 1,2%).

Os dez produtos com as maiores receitas, em conjunto, concentraram 23,4% do valor das vendas em 2022, participação superior à observada em 2021 (22,9%).



Fonte: Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com um Amigo!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Siga nossas Redes Sociais

Google_News_icon
Google News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem viu esse, também viu estes

Economia do país cresce 3,5% em 2024, aponta Monitor do PIB da FGV

Economia do país cresce 3,5% em 2024, aponta Monitor do PIB da FGV

Para evitar golpes, cartórios têm serviço de notificação de dívidas

Para evitar golpes, cartórios têm serviço de notificação de dívidas

investidores ajustam posições antes da Super Quarta

investidores ajustam posições antes da Super Quarta

Arrecadação de receitas federais tem queda de 0,39%

Arrecadação de receitas federais tem queda de 0,39%

Pontos de desenvolvimento do Brasil estão na Constituição, diz Barroso

Pontos de desenvolvimento do Brasil estão na Constituição, diz Barroso

clima positivo vigora antes de dados de emprego nos EUA

clima positivo vigora antes de dados de emprego nos EUA

Governo pretende manter isenção do IR para até dois mínimos em 2025

Governo pretende manter isenção do IR para até dois mínimos em 2025

Prévia do PIB sobe 2,6% neste ano, apesar de recuo de 0,4% em julho, diz BC

Prévia do PIB sobe 2,6% neste ano, apesar de recuo de 0,4% em julho, diz BC

CMN libera R$ 5 bi em crédito a estados e municípios neste ano

CMN libera R$ 5 bi em crédito a estados e municípios neste ano

Chances de pouso suave da economia global sobem, diz documento do G20

Chances de pouso suave da economia global sobem, diz documento do G20

Com construção parada, Angra 3 investe em conservação de equipamentos

Com construção parada, Angra 3 investe em conservação de equipamentos

Em pregão de baixa liquidez, Ibovespa fecha em alta de 0,13%; perto da estabilidade, dólar é cotado a R$ 6,09

Em pregão de baixa liquidez, Ibovespa fecha em alta de 0,13%; perto da estabilidade, dólar é cotado a R$ 6,09

Poupança tem entrada líquida de R$ 8,2 bilhões em maio

Poupança tem entrada líquida de R$ 8,2 bilhões em maio

investidores fazem ajuste à espera de PIB e PCE dos EUA

investidores fazem ajuste à espera de PIB e PCE dos EUA

O poder dos juros compostos

O poder dos juros compostos

Quer saber quanto você terá daqui 5, 10, 20 ou 30 anos? Acesse nossa calculadora de juros compostos e faça quantas simulações quiser.

Teto de juros do consignado do INSS subirá para 1,8% ao mês

Teto de juros do consignado do INSS subirá para 1,8% ao mês