sexta-feira, 4 de abril de 2025
Search

Mercado reduz previsão da inflação de 4,51% para 4,49% este ano

Mercado prevê que inflação fechará o ano em 4,54%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve redução, passando de 4,51% para 4,49% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) (foto) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação permaneceu em 3,93%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.  

A estimativa para 2023 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.   

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é 67%. A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda se situa dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.  

Em novembro, o aumento de preços dos alimentos pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,28%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual foi maior que a taxa de setembro, que teve alta de 0,24%. 

A inflação acumulada este ano atingiu 4,04%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 4,68%. 

Juros básicos  

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 11,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.   

O comportamento dos preços fez o BC cortar os juros pela quarta vez no semestre, na reunião do Copom da semana passada, a última do ano. Em comunicado, o Copom informou que continuará a promover novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões, mas não detalhou quando vai parar de reduzir a taxa Selic. Segundo o BC, o momento dependerá do comportamento da inflação no primeiro semestre de 2024. 

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9,25% ao ano. A primeira reunião do Copom no ano que vem ocorre em 30 e 31 de janeiro. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,75% ao ano e 8,5% ao ano, respectivamente.   

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.   

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.   

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.  

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.   

PIB e câmbio  

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano permaneceu em 2,92%.  Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,51%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos. 

Superando as projeções, no terceiro trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,1%, na comparação com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada foi de 3,2%. 

Com o resultado, o PIB está novamente no maior patamar da série histórica, ficando 7,2% acima do nível antes da pandemia, registrado nos três últimos meses de 2019.   

A previsão para a cotação do dólar está em R$ 4,93 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.



Fonte: Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com um Amigo!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Siga nossas Redes Sociais

Google_News_icon
Google News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem viu esse, também viu estes

Haddad afirma que “PIB veio acima do que esperávamos”

Haddad afirma que “PIB veio acima do que esperávamos”

Ibovespa vira no final, sobe 0,09%, aos 130 mil pontos, e emplaca quinta alta consecutiva; dólar também sobe

Ibovespa vira no final, sobe 0,09%, aos 130 mil pontos, e emplaca quinta alta consecutiva; dólar também sobe

exterior busca direção com dados de inflação nos EUA e em balanços

exterior busca direção com dados de inflação nos EUA e em balanços

Brasil tem lições a ensinar ao mundo, diz Nobel de Economia de 2019

Brasil tem lições a ensinar ao mundo, diz Nobel de Economia de 2019

Haddad diz que STF agirá se desoneração da folha não for coberta

Haddad diz que STF agirá se desoneração da folha não for coberta

Volume de serviços cai 0,9% em agosto

Volume de serviços cai 0,9% em agosto

Câmara aprova segundo projeto de regulamentação da reforma tributária

Câmara aprova segundo projeto de regulamentação da reforma tributária

ativos externos têm moderação à espera de falas do Fed

ativos externos têm moderação à espera de falas do Fed

Quer ganhar a Mega da Virada? Saiba o quanto você precisa gastar para levar o prêmio

Quer ganhar a Mega da Virada? Saiba o quanto você precisa gastar para levar o prêmio

nova isenção do Imposto de Renda entra na mira em dia tranquilo

nova isenção do Imposto de Renda entra na mira em dia tranquilo

Vale fica no foco após balanço e acordo sobre Mariana

Vale fica no foco após balanço e acordo sobre Mariana

Déficit zero depende do crescimento econômico, diz Haddad

Déficit zero depende do crescimento econômico, diz Haddad

Caixa termina de pagar parcela de março do novo Bolsa Família

Caixa termina de pagar parcela de março do novo Bolsa Família

Vendas no varejo crescem 0,9% em abril

Vendas no varejo crescem 0,9% em abril

Ibovespa recua com nova disparada dos juros futuros e fecha semana no negativo

Ibovespa recua com nova disparada dos juros futuros e fecha semana no negativo

Caixa conclui pagamento da parcela de junho do Bolsa Família

Caixa conclui pagamento da parcela de junho do Bolsa Família