sexta-feira, 4 de abril de 2025
Search

Mercado reduz previsão da inflação de 4,75% para 4,65% este ano

Mercado reduz previsão da inflação de 4,75% para 4,65% este ano

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,75% para 4,65% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,87%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%. 

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 67%. 

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em setembro, o aumento de preços da gasolina pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual foi acima da taxa de agosto, que teve alta de 0,23%. 

A inflação acumulada este ano atingiu 3,50%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 5,19%, ficando acima dos 4,61% dos 12 meses imediatamente anteriores. 

Juros básicos 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 12,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

Ainda assim, em ata da última reunião, o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros. 

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos. 

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. 

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. 

PIB e câmbio 

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,9%.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente. 

Por fim, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,05.



Fonte: Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com um Amigo!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Siga nossas Redes Sociais

Google_News_icon
Google News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem viu esse, também viu estes

Projeção do IPCA 2024 supera 4%, aponta Boletim Focus

Projeção do IPCA 2024 supera 4%, aponta Boletim Focus

Pressão por mais cortes pode limitar reação a pacote fiscal

Pressão por mais cortes pode limitar reação a pacote fiscal

Desemprego cai para 7,9%, menor índice para o trimestre desde 2014

Desemprego cai para 7,9%, menor índice para o trimestre desde 2014

Banco Central tem prejuízo de R$ 114,2 bilhões em 2023

Banco Central tem prejuízo de R$ 114,2 bilhões em 2023

Adesão ao Mutirão de Negociação Financeira vai até sábado

Adesão ao Mutirão de Negociação Financeira vai até sábado

emendas, IPCA-15 e dados de emprego concentram atenções em dia de exterior fraco

emendas, IPCA-15 e dados de emprego concentram atenções em dia de exterior fraco

Ministro da Agricultura promete novo e mais eficiente leilão do arroz

Ministro da Agricultura promete novo e mais eficiente leilão do arroz

Qual a nota do Brasil em diferentes agências de rating e qual a importância do grau de investimento?

Qual a nota do Brasil em diferentes agências de rating e qual a importância do grau de investimento?

Ibovespa perde os 125 mil pontos e fecha no nível mais baixo desde julho; dólar renova recorde de fechamento, em R$ 5,98

Ibovespa perde os 125 mil pontos e fecha no nível mais baixo desde julho; dólar renova recorde de fechamento, em R$ 5,98

Dieese: preço da cesta básica diminuiu em 15 capitais em 12 meses

Dieese: preço da cesta básica diminuiu em 15 capitais em 12 meses

Dólar sobe para R$ 5,29 e atinge maior valor desde janeiro de 2023

Dólar sobe para R$ 5,29 e atinge maior valor desde janeiro de 2023

PIS/Pasep 2024 começa a ser pago em 15 de fevereiro

PIS/Pasep 2024 começa a ser pago em 15 de fevereiro

lotéricas iniciam vendas exclusivas para prêmio de R$ 600 milhões

lotéricas iniciam vendas exclusivas para prêmio de R$ 600 milhões

Bolsa de valores fecha mais cedo a partir de 11/3 com início do horário de verão nos EUA

Bolsa de valores fecha mais cedo a partir de 11/3 com início do horário de verão nos EUA

Com queda na produtividade média, safra de grãos deve ser menor

Com queda na produtividade média, safra de grãos deve ser menor

mercado financeiro projeta inflação de 5,51% este ano

mercado financeiro projeta inflação de 5,51% este ano